Como o algoritmo da Sappie potencializa seu treinamento corporativo
A repetição espaçada deixou de ser uma técnica simples e se tornou um sistema inteligente que entende como nosso cérebro funciona. O algoritmo da Sappie usa inteligência artificial para criar um cronograma de estudos sob medida para cada pessoa — e o resultado é impressionante: 20 a 30% menos tempo de estudo com a mesma taxa de retenção.
Na prática, isso significa integração mais ágil de novos colaboradores, conformidade em dia sem dor de cabeça, e equipes que realmente absorvem o conhecimento dos treinamentos.
Por trás do sistema está o modelo de memória DSR, que analiza três variáveis: Dificuldade, Estabilidade e Recuperabilidade. Em vez de seguir um cronograma fixo igual para todo mundo, o algoritmo acompanha essas três variáveis para cada conteúdo e calcula o momento exato da revisão — bem na hora em que você está prestes a esquecer.
Lá em 1885, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus fez uma descoberta que mudaria para sempre nossa compreensão sobre a memória. Ele percebeu que esquecemos de forma previsível: perdemos até metade do que aprendemos em apenas uma hora, mas depois essa perda vai desacelerando. Essa é a famosa curva do esquecimento, o alicerce de todo sistema de repetição espaçada.
Toda vez que você lembra de algo com sucesso, a curva do esquecimento muda — ela fica mais achatada. A informação não volta ao ponto inicial, ela se torna mais resistente. E tem mais: o momento certo faz toda a diferença. Revisar quando você está quase esquecendo fortalece muito mais a memória do que revisar quando ainda está tudo fresquinho na cabeça.
É por isso que estudar tudo de véspera não funciona. Parece que você aprendeu, mas a memória é frágil e some rapidinho. O segredo está no efeito de espaçamento: distribuir as revisões ao longo do tempo.
O modelo DSR trabalha com três componentes que, juntos, descrevem como sua memória se comporta:
O quanto aquela informação específica é difícil para você fixar
O quanto essa memória resiste ao esquecimento com o passar do tempo
A chance de você conseguir lembrar dessa informação agora
A Recuperabilidade responde uma pergunta direta: qual a probabilidade de você lembrar disso agora? Começa em 100% logo após aprender e vai caindo conforme o tempo passa.
Imagine um livro numa estante. Assim que você o guarda, sabe exatamente onde está. Com o passar dos dias sem mexer nele, outros livros vão se acumulando na frente, poeira se junta... ele continua lá, mas fica cada vez mais difícil de encontrar.
O sistema da Sappie monitora a recuperabilidade o tempo todo e programa as revisões para quando ela chegar em 90% — ou seja, quando você ainda tem 90% de chance de acertar. É o ponto ideal entre esforço e resultado.
A Estabilidade indica o quanto uma memória aguenta antes de enfraquecer. Na prática, é quantos dias levam para sua chance de lembrar cair de 100% para 90%. Uma estabilidade de 30 dias significa que, depois de um mês, você ainda tem 90% de chance de acertar.
Quando você abre um caminho novo no mato, ele é frágil e logo o mato toma conta de novo. Mas cada vez que você passa por ali, a trilha fica mais firme. Depois de muitas passagens, vira um caminho tão batido que levaria anos para a vegetação cobrir de novo. É assim que funciona a estabilidade da memória.
Três regras definem como a estabilidade aumenta:
A Dificuldade mede o quanto é difícil para você manter aquela memória específica. No algoritmo da Sappie, vai de 1 (muito fácil) a 10 (muito difícil), e é calculada individualmente para cada informação.
Algumas coisas grudam na memória como velcro — outras escorregam como teflon, não importa quantas vezes você veja. O nome da sua mãe tem dificuldade mínima; um número de telefone aleatório de 12 dígitos tem dificuldade máxima. E não é só questão de ser complicado: depende também de quanto sentido faz para você, como se conecta com o que você já sabe, e o quanto se destaca na sua mente.
O sistema inteligente da Sappie mantém o registro DSR de cada card da sua coleção. Quando você faz uma revisão, o algoritmo observa sua resposta, atualiza a dificuldade e estabilidade, e calcula quando deve ser a próxima revisão. O cálculo é feito para que, quando o card aparecer de novo, sua recuperabilidade esteja exatamente no ponto ideal.
O grande trunfo do algoritmo da Sappie é a personalização por machine learning. O sistema tem diversos parâmetros que controlam desde as estimativas iniciais até o quanto a estabilidade cresce a cada revisão. Ele analisa todo seu histórico e ajusta esses parâmetros para combinar com o seu jeito de aprender.
menos revisões
taxa de retenção
dos usuários têm melhores resultados
A retenção desejada é o principal ajuste que você pode fazer. Ela define qual deve ser sua taxa de acerto quando os cards aparecem para revisão. Se você configurar em 90%, os cards vão aparecer quando sua chance de acertar tiver caído para 90%.
Subir de 90% para 95% pode dobrar a quantidade de revisões diárias. Já baixar de 90% para 85% pode cortar as revisões em 40%. Para a maioria das situações, a faixa de 85-90% é o ponto de equilíbrio ideal entre aprender bem e não se sobrecarregar.
Não tem como fugir: para a repetição espaçada dar certo, você precisa estudar todo dia. O sistema inteiro depende de revisar os cards na hora certa — nem antes, nem depois.
Pular alguns dias cria um acúmulo que cresce rápido. Aqueles 50 cards por dia que eram tranquilos viram uma montanha de 300 cards que leva horas para resolver — e acaba com sua motivação.
A solução é encaixar a Sappie na sua rotina de um jeito que não dependa de força de vontade. Muita gente associa os estudos a momentos específicos do dia: junto com o café da manhã, no trajeto para o trabalho, nos primeiros minutos do almoço. O app no celular permite aproveitar aqueles minutinhos que iriam para o nada — fila do banco, sala de espera, transporte público.
Se você adicionar 20 cards novos por dia, quando o sistema estabilizar você terá cerca de 200 revisões diárias. Adicionar cards demais rápido demais é o jeito mais comum de desistir do método.
Cards que pedem para você lembrar de muita coisa ao mesmo tempo viram uma tarefa chata em vez de um exercício rápido. Se o card pede uma dúzia de informações de uma vez, leva uma eternidade para revisar e você nem sabe direito onde errou — foi no item 7 ou no 12?
O ideal é ter cards atômicos: uma informação simples por card. Passam rápido, mostram exatamente o que você precisa reforçar, e ainda ajudam a entender melhor o conteúdo — afinal, para decidir como dividir a informação, você precisa pensar bem sobre ela.
Buscar uma retenção altíssima dá mais trabalho do que vale a pena. Passar de 90% para 97% pode triplicar sua carga de revisões, mas o ganho prático é mínimo. A não ser que você realmente precise de precisão total — como em procedimentos médicos ou protocolos de segurança — ficar na faixa de 85-90% é o melhor custo-benefício.
Uma das grandes vantagens da Sappie para empresas é o Relatório de Uso, um painel completo que permite aos gestores acompanhar o engajamento e progresso das equipes em tempo real. Chega de depender só da palavra do colaborador — agora você tem dados concretos.
Use o relatório semanalmente para identificar quem está ficando para trás. Um colaborador que para de estudar por mais de 5 dias provavelmente precisa de um lembrete ou incentivo. Quanto antes você agir, mais fácil é recuperar o engajamento.
Além do engajamento, o sistema também mostra a taxa de acerto efetiva nas revisões. Compare com a meta configurada para avaliar se a equipe está no caminho certo.
Se a retenção real estiver bem acima da meta, o treinamento está funcionando. Se estiver abaixo, vale investigar quais conteúdos estão puxando o resultado para baixo — talvez precisem ser reescritos ou divididos em cards menores.
Treinamento tradicional tem um problema sério: colaboradores esquecem até 70% do conteúdo em apenas 24 horas. Não importa se é reciclagem anual de compliance, integração de novos funcionários ou workshop de habilidades — informação que chega de uma vez só, vai embora de uma vez só.
Distribui o aprendizado ao longo dos 90 dias de adaptação, garantindo que o conhecimento se fixe de verdade
Troca a maratona anual por manutenção leve e contínua ao longo do ano todo
Treinamentos técnicos rendem muito mais quando combinados com revisão espaçada
5 a 10 minutos por dia, encaixados nas pausas naturais do trabalho
A repetição espaçada muda completamente esse cenário. Em vez de sessões intensivas esporádicas, o colaborador faz reforços curtos todos os dias: 5-10 minutos revisando políticas, procedimentos, conhecimento de produto ou especificações técnicas. O resultado? Retenção muito melhor com menos tempo total investido.
O modelo DSR é um avanço real na compreensão de como a memória humana funciona, e o algoritmo da Sappie transforma essa ciência em um sistema prático que entrega resultados superiores. A lógica é elegante: a memória tem uma dimensão de acesso imediato (recuperabilidade) e uma de durabilidade (estabilidade), ambas influenciadas pela dificuldade do conteúdo e pelo espaçamento das revisões.
Os pilares do sucesso são: estudar um pouquinho todo dia, cards simples e diretos e paciência para deixar a estabilidade se construir com o tempo. Empresas que dominam essa abordagem ganham uma vantagem real no desenvolvimento das suas equipes.
Experimente o poder da ciência aplicada ao seu treinamento
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